O Blog do Mago Branco.

Cada vez mais branco!

22 Junho, 2009

:: Pobre Lois Lane...

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Já discordei de algumas decisões que o Supremo toma. Não que isso vá fazer alguma diferença para os Excelentíssimos Ministros, mas discordei. Dentre todas que “julguei” incoerentes, a incoerência máxima de Gilmar Mendes e seus Black Caps foi terem decidido que, no Brasil, não se precisa de diploma para ser jornalista. A partir de agora, qualquer um poderá exercer a função de jornalista e ser empregado como tal, sem jamais ter colocado os pés em uma faculdade de jornalismo. É curioso que, mesmo antes da decisão do Supremo, já se sentia um movimento de esculhambação do jornalismo. Tomei a liberdade de dividi-lo em algumas etapas.

A primeira etapa caracterizou-se pelo rebaixamento do significado da expressão “formador de opiniões”. No meu limitado entender, se você não tem opinião formada acerca de um assunto, é provável que você não o conheça suficientemente bem. Então, nada mais correto que consultar um ou mais especialistas. Acontece que se criou o formador de opinião genérico, aquele cara que explica tudo, comenta tudo e disserta magistralmente (ou não) sobre todos os temas, independente do seu grau de especialização naquela área do conhecimento. Exemplos não faltam: vão de Diogo Mainardi aos ex-BBB, passando Luciana Gimenez. Em suma, gente que jamais deveria ter tido acesso a um microfone, muito menos ter publicado qualquer coisa em uma revista, já andava fazendo isso há algum tempo.

Numa segunda etapa veio a democratização da internet e a explosão dos blogs. Desde então, muitos têm a opção de escrever e publicar com custo quase zero, e vários se dão o direito de libertar o seu Alexandre Garcia interior. Eu e este blog que o digamos. Todavia, escrever amadoristicamente é bastante diferente de escrever profissionalmente. Escrever em um blog é completamente diferente de escrever em um jornal ou revista. A diferença mais gritante e quiçá a mais importante é o grau de responsabilidade envolvida em cada uma destas publicações, responsabilidade esta que está diretamente ligada ao volume de leitores que a mesmas têm.

Claro, a vitrine que a internet representa permitiu que grandes talentos revelassem-se mundialmente. Muitos que têm o dom da escrita foram reconhecidos e elogiados por leitores que não conhecem fronteiras geográficas. Todavia, talento ou experiência de vida podem até formar um escritor, mas não formam um jornalista. É preciso entender que a formação do jornalista prevê toda uma bagagem técnica e científica no domínio da escrita e demais formas de transmissão da informação. É preciso haver um embasamento sociológico, político, dentre outros que só são eficientemente construídos em uma universidade. Além disso, o jornalista tem que estar onde os fatos ocorrem, e não na frente do computador copiando e colando notícias.

A atitude (a meu ver equivocada) do Supremo foi apenas a azeitona no todo de uma enorme empada que se vinha delineando há tempos. É como se todos nós agora fôssemos potenciais jornalistas, armados com nossos celulares pré-pagos com câmera e português bem dizido. A ação da justiça deveria ter sido no sentido oposto.

Todo mundo conhece um mestre de obras que coloca vários engenheiros civis no bolso. Mas você compraria um edifício cuja planta não existe e que foi levantado baseado em vivência e instinto? Por isso, o mestre de obras não é legalmente autorizado a assinar as obras. Apenas engenheiros são. Conheço um professor de português aposentado que sempre me impressionou pela sabedoria, probidade e retidão de seus conselhos e observações acerca dos mais diversos assuntos. Porque não dar a ele uma cadeira e uma capa preta lá no Supremo? Afinal de contas, ele parece ter todos os requisitos que a natureza precisa prover a um Ministro do Supremo. Será que Gilmar Mendes e seus Black Caps gostariam da idéia?

Apesar de ser engenheiro, senti-me atingido diretamente pela decisão do Supremo. Não somente porque agora estarei exposto a mais e mais artigos, matérias e opiniões de qualidade e embasamento duvidosos, mas porque eu pretendo fazer faculdade de jornalismo um dia. Alguns podem pensar que eu deveria ficar feliz, afinal de contas, agora já posso até ser contratado como jornalista. Na verdade o sentimento é o contrário: qual o sentido de fazer jornalismo, se não serei legalmente privilegiado? Ainda assim, não pretendo desistir do sonho.

Em tempo: se o Supremo legalizar a consulta médica com farmacêutico, no balcão da farmácia, eu não vou surpreender-me.


13 Junho, 2009

:: Separados no nascimento

Sem palavras.






26 Abril, 2009

:: Nada com nada.

Algumas idéias que colaram no domingo à noite. Nada que vá mudar sua vida.

Em primeiro lugar, gostaria de pedir aos terráqueos que não confundam Alexandre Nardoni com o John Ulhoa, do Pato Fu.

Nardonis:


Fernanda e John:


Apesar de não ter nada a ver, eu às vezes acho parecido.

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Hoje também me ocorreu a seguinte pergunta: porque todos os pseudo-intelectuais, pseudo-nerds, pseudo-músicos, enfim, todos os “pseudos” usam aqueles óculos de armação preta e grossa, como se tivessem algo para esconder (seja no rosto ou na mente)?

Favor não generalizar: os pseudos usam, mas nem todos que usam são pseudos. Os caras do Weezer usam e não são pseudo-músicos. Aliás, quem não é pseudo alguma coisa, né? Abraços deste pseudo-blogueiro!


22 Abril, 2009

:: Por que o Brasil não vai pra frente?

Texto descaradamente copiado do Blog do Primo.

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É por causa disso aqui:

caneta

Tudo que é banco usa essa tal “caneta fixa”: um tubo de metal com uma carga de caneta Bic que fica acorrentado na mesinha. Bancos fazem isso porque senão a caneta acaba sumindo. Agora note que, na foto, a ponta da caneta está enrolada com fita adesiva: o banco fez isso porque senão as pessoas roubam a carga da caneta.

E é por isso, meus caros, que nosso país não vai pra frente.

Afinal, quanto custa uma caneta Bic? Se canetas custassem muito dinheiro até dava pra entender o roubo, considerando a situação miserável na qual vive a maior parte dos brasileiros. Mas é uma caneta Bic, a mais simples e barata de todas. Existem vários modelos de caneta muito melhores que a Bic e que são AINDA tão baratos que acabam sendo dados de brinde (tem umas quatro dessas aqui no meu porta-lápis).

Por inferência eu devo entender que essa pessoa também não pensou nos clientes do banco que vão chegar ali depois dela e vão ter problemas pra fazer seu depósito porque não tem caneta disponível. O ladrão segue a “lei de Gérson” básica: obter vantagem pessoal mesmo que isso comprometa a coletividade – e mesmo que a “vantagem pessoal” seja uma simples carga de caneta.

bus_stop_arm Agora voltemos ao ano de 2005, quando morei no Canadá. Uma vez eu e meus colegas estávamos de carro e havia um ônibus escolar parado na nossa frente, deixando crianças na porta de uma escola. Os ônibus escolares tem uma placa de “PARE” retrátil, como a da foto ao lado, que fica ligada quando as crianças estão descendo. Por lei, nenhum carro deve ultrapassar o ônibus nessa hora, pois há o risco de alguma criança ser atropelada. Mas nós não sabíamos disso e passamos o ônibus mesmo assim. E nesse instante a rua inteira gritou conosco. Sim, a rua INTEIRA, incluindo gente que estava só passando no local e que não tinha nenhum parente ou conhecido no ônibus: TODO MUNDO recriminou violentamente nossa atitude. Este é o inverso do roubo da caneta Bic, é um caso onde o bem-estar da coletividade vale mais do que a vantagem pessoal: ninguém se importa de perder dois ou três minutos do seu dia esperando o ônibus descarregar as crianças – e mais, as pessoas ainda cobram que os outros tenham a mesma atitude. Por isso os bancos canadenses não tem caneta fixa. Nem detector de metal na porta. E funcionam de 8 às 18h. E abrem no sábado.

Pra mim não há como construir um bom país sem colocar a coletividade na frente do ganho pessoal. E nesse ponto o Brasil ainda tem muito a progredir...

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Texto descaradamente copiado do Blog do Primo.

Lembrei da história do "dosador de uísque", aquele trocinho de acrílico na boca da garrafa que, a exemplo das "canetas fixas", só existe no Brasil.


:: Meu Herói!


Joaquim, o Blog do Mago Branco está torcendo por você!


23 Fevereiro, 2009

:: Como não escrever sobre o carnaval?

Como não escrever sobre o carnaval? Esta festa tão intensa, na qual o mais miserável brasileiro pode ser rei (quiçá senador) por alguns dias. Os G.R.E.S. com tamborins repicantes no Rio e em São Paulo; atabaques, timbais e trios elétricos que nunca sofrem blackout em uníssono na Bahia; maracatus e galos frevejantes em Pernambuco, além de tudo mais que o carnaval brasileiro tem a oferecer.

Mas, alguém sabe a origem do carnaval? Não que isso seja importante! Um ôba-ôba tão tradicional não precisa de justificativa ou causa, é verdade. É porque é. Caetaneosamente, eu diria que o existe e completa-se na sua auto-suficiência multifacetada e hermética. Ou não. Afinal de contas, para que saber como surgiu ou porque existe um feriadão tão providencial?

Vi na televisão outro dia que o carnaval brasileiro descende do carnaval europeu. Muitos dizem que tem algo a ver com o carnaval de Veneza. Bom, vi também o carnaval de Veneza e digo que, apesar de não ser folião exemplar, eu prefiro o nosso mesmo.

São tantas vestes e traquitanas que você quase não vê a pele de quem está sob a fantasia. Se der sorte e a pessoa piscar, dá pra ver um pedacinho da pálpebra por trás da máscara. Segundo o aspecto tido como o mais mágico do carnaval, esconder-se com máscaras serve(ia) para manter o anonimato entre os foliões. Assim, o mais reles criado poderia, digamos, dançar com a mais nobre princesa, e depois tudo voltaria ao normal.

Além disso, o carnaval de Veneza não tem música. Seria mais ou menos como uma passeata do Cirque du Soleil (sem colantes, claro). Não há cabrochas requebrantes, não há bailes indecentes, não tem escola de samba financiada com milhões doados por contraventores. Total clima de velório da Elke Maravilha (Aliás, você sabia que ela é Russa? E que ela era linda em tempos sem Photoshop? E que ela posou nua?).

Já pensou todo mundo lá em Olinda, fantasiado e caminhando de um lado para o outro sem frevo nenhum tocando? Imagine um trouxa cidadão que pagou trocentos reais para receber seu abadá do Camaleão e sair atrás do trio elétrico ouvindo apenas o ronco do motor. Deprimente. Sei lá... Ou estes europeus não sabem o que é bom na vida, ou ficam só posando de santinhos, e deixam para se soltar entre quatro paredes, depois que as máscaras caem...

Por outro lado, existiram gringos que sabiam aproveitar as comemorações carnais. Há alguns anos, existia um país chamado Estados Unidos da América, um grande lote de terra ao norte de Cuba. Lá os nativos comemoravam a terça-feira gorda com uma festa chamada Mardi Gras. O termo vem do francês, e significa terça gorda, literalmente.

A manifestação mais, digamos, interessante acontecia em Nova Orleães. Além de beber, dançar e tudo mais que se faz no carnaval, os nativos tinham uma mania de colecionar colares, e as fêmeas mostravam os seios para conseguir um colar de um macho. Claro, era apenas uma desculpa esfarrapada para sair por aí mostrando os peitos. Nem sempre era um bom negócio, mas fazer o quê? Infelizmente (ou não) os EUA se acabaram na crise de 2008, e desde então a mostração de tetas em troca de colares foi banida daquelas terras.

Aqui no Brasil as mulatas mostram de graça mesmo, e em rede nacional de televisão. O cidadão fica só no sofá, zapeando os canais e conferindo a abundância e a apeitância. Isso sim é coisa de primeiro mundo!

Para não perder o costume:


06 Janeiro, 2009

:: O(A) melhor vocalista do rock nacional.

Recentemente o site da rádio britânica Planet Rock divulgou o resultado de uma pesquisa onde internautas rockeiros escolheram o maior vocalista de rock de todos os tempos. Mais: eles ranquearam os 50 melhores da história. E, imaginem, ganhou Robert Plant, do Led Zeppelin. Ingleses loucos!

Primeiro que não tinha nenhum Beatle na lista. Beatles não foi rock? Segundo que todo mundo sabe que o melhor dentre os elencados pela Planet Rock é o Bowie. Tanto pela qualidade, quanto pela longevidade da carreira e versatilidade. Mas o mundo é assim mesmo, repleto de injustiças... ^^

Para amenizar, este modesto blog vai realizar uma pesquisa similar tangendo o rock tupiniquim. Caso seu candidato não esteja na lista, marque a última opção e escreva o nome dele! Vote e faça justiça com o próprio mouse!


:: Primeira de 2009

Mais um ano vai, outro ano vem... 2008 mal começou e já estamos em 2009! Férias de janeiro (ou pseudoférias, no meu caso), festas de fim de ano, panetone, rabanada, espumante e, em alguns casos especiais, narguilé, cachaça... Já ganhei uns 2 quilos, sem dúvida.

É também a oportunidade de rever parentes, amigos, colocar as fofocas em dia e jogar conversa fora. Fora mesmo. Outro dia, o tópico era o seguinte: “Quando você vai fazer exame de fezes, você faz diretamente no potinho ou faz em outro recipiente e depois transfere o material?”. E você, caro terráqueo?


Bom, além de encher lingüiça, esta postagem serviu para testar a traquitana do PollDaddy.

Servirá também para fazer propaganda do Mágico Richard. Precisa de um espetáculo da mágica para seu evento? http://www.magicorichard.com.br/


08 Dezembro, 2008

:: Furadores de filas.

Este blog definitivamente está abandonado. É triste mais é verdade. Às vezes até tenho umas boas idéias para escrever, mas daí não coloco imediatamente “no papel” por falta de tempo e termino esquecendo.

Hoje, como é feriado aqui na cidade e eu estou com ume enxaqueca daquelas que a gente vê estrelinhas, literalmente, vou trocar o passeio da cachorra por uma breve postagem. Quando se está com enxaqueca, digitar um pequeno texto dói. Mas passear com a cachorra, correndo, dói muito mais.

Mas tem me ocorrido um tema recorrente. Toda vez que vou ao supermercado, ao banco, aos correios, me lembro dele. Sabe a lei que garante atendimento preferencial a gestantes, idosos, deficientes físicos e pessoas com crianças de colo (e doadores regulares de sangue em alguns estados)? Pois é...

O Brasil é um lugar engraçado: existem leis que pegam, e leis que não pegam. Além disso, existem leis que pegam e são usadas indevidamente, por gente que não tem a menor vergonha de vender sua ética por alguns minutos esperando a fila andar. Pode parecer exagero dizer que uma pessoa que se utiliza de uma lei para tirar vantagem indevida sobre os demais está vendendo sua ética, mas, já dizia Tia Betânia lá no Prezinho: quem rouba um lápis rouba um carro. O maior problema do Brasil, definitivamente, são os brasileiros. Povinho barato¹...

Dentre os furadores de fila “legais”, podemos destacar:

1. Aquela tia que vai ao supermercado com duas crianças, uma de 7 e outra de 5 anos, e entra na fila preferencial para “crianças de colo”. Geralmente os anjinhos vão dentro do carrinho, pulando e fazendo algazarra enquanto detonam aquele pacote de salgadinhos que abriram dentro da loja, mesmo antes de pagar. Entendo que aos olhos dos pais as crianças nunca cresçam, mas além de tomar o lugar de pessoas que tem o direito legítimo ao atendimento preferencial, estas pessoas dão mau exemplo aos filhos.

2. As gordas. Não as gordinhas! Refiro-me às gordas mesmo! Aquelas suficientemente gordas para parecerem gestantes. Elas entram na fila com aquela cara de Fernanda Montenegro no Auto da Compadecida e ficam lá, esperando alguém ter a indiscrição de perguntar se elas estão de fato grávidas. Como é necessária muita cara-de-pau para fazer uma pergunta destas, geralmente elas se dão bem. Aliás, qualquer mulher pode alegar que está grávida e furar fila legalmente!

3. Os falsos mancos. Se o camarada mancar durante toda a realização das compras, eu acho até justo que ele não espere na fila “normal.” Mas se começar a mancar só na hora de ir para o caixa... Shame on you!

Tem também os falsos idosos. Mas se você tem menos de 65 anos e aparenta ter mais, acho que já está suficientemente castigado pela vida para ainda ter que ler condenações aqui neste blog. Quer meu lugar na fila convencional? Só falta essa madame aqui, ó!

¹ Claro, há honrosas exceções, personificadas em cidadãos que não vendem seus ideais nem votos, e ainda acreditam que um dia isto aqui irá pra frente. Eu torço muito por eles, pelo país, por vocês todos. Eu até tento arduamente fazer minha parte! Só não consigo mais acreditar...


12 Novembro, 2008

:: Literal video

Você tem a música e o clipe. Daí você retira o áudio original e coloca a mesma música, só que com a letra contando exatamente o que acontece no clip. Parece brincadeira de nerd desocupado, mas o pessoal tem levado a sério. Confere essa do A-ha:


Para ver mais é só ir no Youtube e buscar “literal video”.


 






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